Situação em 20/10/2026: bets proibidas pela MP 1.394/2026 · sites fora do ar desde 6/10 · autorizações terminam em 25/10 · STF ainda não decidiu · Cassino online funciona no Brasil hoje?
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As bets vão voltar? Os dois caminhos que ainda estão abertos

As bets vão voltar? Entenda o pedido de ANJL e IBJR ao STF, por que Fux só decide após as eleições, o prazo de 120 dias da MP e o que pode mudar.

Por Redação Radar das Apostas 6 min de leitura
Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal.
Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal. Foto: Rodrigo Rocatto / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Desde que as bets proibidas saíram do ar, em 6 de outubro, a pergunta "as bets vão voltar?" não sai das buscas. A resposta, na data desta atualização, é que nada mudou: a Medida Provisória 1.394/2026, em vigor desde 25 de setembro de 2026, segue proibindo apostas esportivas e cassino online no país (Agência Brasil).

Mas a história não está fechada. Duas instituições ainda podem mexer na regra: o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Abaixo, o que cada uma tem nas mãos e em que pé está.

Situação em 20 de outubro de 2026

PerguntaResposta hoje
A MP das bets caiu?não, continua valendo
O STF suspendeu a proibição?não, os pedidos ainda serão analisados
O Congresso votou a MP?não, a comissão mista ainda não começou a trabalhar
As autorizações das empresas acabam quando?25 de outubro de 2026

A data de 25 de outubro, que encerra as autorizações de 85 empresas e cerca de 180 marcas, foi informada pelo Senado Notícias. O cronograma completo, dia a dia, está na linha do tempo.

Caminho 1: bets no STF

Quem foi ao Supremo e o que pediu

As empresas não aceitaram a MP em silêncio. Duas entidades do setor, a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), levaram o caso ao STF com dois pedidos, um principal e outro alternativo (iGaming Brazil):

  1. que a MP seja suspensa de forma temporária até a realização de uma nova audiência pública;
  2. se isso não for aceito, que as empresas autorizadas possam seguir operando até 31 de dezembro de 2026.

O que diz o governo

A Advocacia-Geral da União respondeu no dia 6 de outubro, defendendo que a proibição continue valendo (Agência Brasil).

MP das bets e Luiz Fux: por que a decisão ficou para depois das eleições

O relator é o ministro Luiz Fux. Reportagem de 19 de outubro informa que ele só vai examinar os pedidos de suspensão após o segundo turno das eleições (iGaming Brazil).

Vale entender o tipo de decisão em jogo. O que Fux vai decidir primeiro é uma medida cautelar, isto é, provisória. Ela diz se a proibição continua aplicada enquanto o caso não é julgado em definitivo. O julgamento de mérito, que encerra a discussão no Supremo, ainda não tem data.

Por isso, quem pergunta se "as bets vão voltar depois das eleições" deve saber que o período pós-eleição é quando sai a primeira palavra do STF, e não uma garantia de retorno.

Caminho 2: a MP no Congresso

O relógio dos 120 dias

Medida provisória tem efeito imediato, mas vida limitada: precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias, contados a partir de 25 de setembro (JCAM).

Em que etapa está

  • A comissão mista responsável pela análise foi criada em 30 de setembro. Ainda não se reuniu nem escolheu relator.
  • O prazo para emendas fechou em 13 de outubro, com 94 propostas de alteração.
  • Depois do parecer da comissão, o texto segue para os plenários da Câmara e do Senado.
  • Entre campanha eleitoral e recesso, a votação pode escorregar para fevereiro de 2027.

O passo a passo da tramitação está em votação da MP das bets.

O que cada desfecho significa

Não arriscamos palpite sobre o resultado. Mas as regras de uma MP e os pedidos no STF permitem listar o que cada desfecho significa para as apostas:

  • Se o STF conceder a cautelar: as empresas autorizadas poderiam retomar as operações enquanto a decisão valesse, e as bets bloqueadas voltariam ao ar.
  • Se o Congresso aprovar o texto sem mudanças: a proibição se torna lei permanente.
  • Se o Congresso aprovar com emendas: a proibição continua, mas com os ajustes que forem aprovados.
  • Se o prazo de 120 dias acabar sem votação: a MP perde a validade.

Até que um desses desfechos aconteça oficialmente, a proibição está de pé.

Como não cair em boato

Desde o apagão das bets, circulam mensagens do tipo "STF libera bets" ou "a MP das bets caiu hoje". Antes de acreditar, confira três coisas:

  1. A notícia cita uma decisão do STF, uma votação do Congresso ou um ato do governo?
  2. Há link para um veículo oficial ou de imprensa reconhecida?
  3. A data é recente?

Sem isso, trate como boato. E desconfie em dobro se a mensagem vier com link para "voltar a apostar" ou pedido de depósito: como nenhuma casa pode operar hoje, esse link leva a bets não autorizadas.

O saldo não depende da volta das bets

Quem tinha dinheiro parado nas plataformas não precisa esperar o STF. A devolução já está em curso: as empresas passaram os saldos aos bancos, que creditariam os valores entre 9 e 14 de outubro, e a Caixa assume os casos pendentes (Agência Gov). O guia está em como sacar dinheiro das bets, e o contexto geral em proibição das bets.

Perguntas frequentes

As bets voltaram a funcionar?

Não. Em 20/10/2026, a MP 1.394/2026 segue em vigor e os sites continuam fora do ar desde 6 de outubro; os que seguem abertos para brasileiros são bets não legalizadas.

Existe data para a volta das bets?

Não existe. A primeira decisão do STF deve sair depois do segundo turno, e a votação no Congresso pode ficar para fevereiro de 2027.

O que o julgamento das bets no STF vai decidir?

Primeiro, se a MP fica suspensa provisoriamente, como pedem ANJL e IBJR. O julgamento final, de mérito, ainda não tem data.

A MP das bets pode cair?

Pode perder a validade se não for aprovada pelo Congresso em até 120 dias, ou ser suspensa por decisão do STF. Nenhuma das duas coisas aconteceu até agora.

Se as bets voltarem, meu saldo antigo volta para a plataforma?

Não há essa previsão. O saldo remanescente está sendo devolvido pelos bancos e, nos casos pendentes, pela Caixa.

Fontes

Jogo responsável

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